Da autorização para operar pelo Banco Central ao atendimento consultivo, confira 5 critérios para gerir, investir ou adquirir bens com segurança
Para empresas que buscam alternativas inteligentes de investimento ou aquisição de bens e serviços, o consórcio aparece como uma excelente oportunidade. Escolher a administradora de consórcios certa, porém, é essencial para garantir segurança, transparência e eficiência – tanto na gestão quanto na oferta de serviços e produtos ao público.
Os dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostram que as vendas por consórcio atingiram 3,37 milhões de cotas nos 9 primeiros meses de 2025, com alta de 7% em relação a 2024. Com o mercado consumidor aquecido, o consórcio para empresas passa a ser uma oportunidade para oferecer mais uma possibilidade de negociação e de vendas.
Mas para companhias que ainda têm dúvidas com relação a vender por meio de consórcios, vamos destacar, na sequência deste artigo, os principais pontos que se deve levar em consideração antes de firmar parceria com uma administradora de consórcios.
1. Autorização do Banco Central: um selo de credibilidade
A primeira verificação obrigatória envolve aquela que diz se a administradora de consórcio está apta a exercer esta função. A Lei Federal nº 11.795/08 é a regra geral que dispõe e regulamenta sobre a figura das administradoras de consórcio, estabelecendo que as empresas devem ser autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, entidade que organiza e fiscaliza o Sistema de Consórcios no país.
A lista oficial das instituições autorizadas a operar no país pode ser verificada no site do Banco Central. É a presença neste documento que confirma a legalidade desta organização. Por isso, essa checagem precisa ser feita de forma prévia, antes de contratar uma administradora de consórcios.
2. Associação à ABAC: compromisso com boas práticas
A Abac é a entidade de classe que representa as administradoras de consórcios associadas. Com quase seis décadas de atuação, a entidade serve de referência e ponto de encontro para as instituições comprometidas com as boas práticas de mercado.
Depois da verificação da legalidade da instituição, é possível seguir para identificar a credibilidade e a seriedade da empresa. Afinal de contas, para contratar uma administradora de consórcios, deve-se garantir que ela tenha também compromisso com o setor. É possível verificar a lista de administradoras de consórcios que operam com a anuência da Abac aqui: administradoras associadas.
Mais do que reunir as instituições em um grupo, a Abac também atua com suporte técnico e tem um olhar cuidadoso para a promoção da educação financeira entre os consorciados.
3. Reputação e experiência no mercado
Depois de duas questões mais operacionais e técnicas, que envolvem inclusive outras instituições e associações, parte-se para uma análise mais específica relacionada ao ato de contratar uma administradora de consórcios. Alguns pontos costumam se destacar em relação à reputação:
– Tempo de atuação no mercado de consórcios.
– Explicação clara sobre os tipos de produtos com os quais à empresa atua.
– Avaliações e reclamações em sites especializados.
É possível, ainda, solicitar cases ou clientes que já foram atendidos para descobrir mais sobre a percepção que se tem a respeito do negócio e do atendimento prestado. A Consclic Consórcios é um exemplo disso, que nasceu da expertise de profissionais que há mais de 25 anos trabalham com a administração e a gestão de consórcios.
4. Análise minuciosa do contrato
Para contratar uma administradora de consórcios, um cuidado deve ser determinante: a leitura do contrato e das regras. No ato de organizar um grupo de consórcio ou de participar deste grupo de pessoas/empresas interessadas, é fundamental analisar pontos como:
– Valor do crédito e prazo de duração do grupo;
– Percentuais de contribuições: taxa de administração, fundo de reserva e seguro (se houver);
– Critério de correção do crédito e exigências de garantias;
– Regras de contemplação por sorteio e lance;
– Possibilidade de antecipação de parcelas e alteração do valor do crédito;
– Verificação de promessas feitas em propaganda ou por vendedores: tudo o que foi prometido ou discutido deve constar no contrato, o documento que formaliza esta relação.
Uma boa prática adotada por administradoras de consórcio é ceder uma via do contrato de adesão e o regulamento referente ao grupo no ato da assinatura. Em alguns casos, este material apresenta uma parte específica com as principais dúvidas relativas ao tema.
5. Transparência e atendimento consultivo
O consórcio é um produto regulamentado por lei e que conta com regras muito claras. Portanto, além do compliance, um dos principais diferenciais para contratar uma administradora de consórcios é a transparência e o atendimento consultivo.
A gestão das taxas de administração e de contemplados devem ser apresentadas de forma clara para todos os participantes, assim como eventuais movimentações dos grupos. Os profissionais devem ter atenção especial com as dúvidas dos clientes. E, no caso do B2B, com todos os aspectos que envolvem a administração e a operação desta atividade.
Uma decisão estratégica
Contratar uma administradora de consórcios é uma decisão estratégica que exige atenção aos detalhes e alguns cuidados. Assim, é possível garantir que o consórcio seja uma ferramenta eficaz para crescimento e planejamento financeiro corporativo. Se sua empresa está considerando essa alternativa, comece pela base: pesquise, compare e escolha com critério. O sucesso do seu investimento ou aquisição de bens começa na escolha da administradora certa.
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